domingo, 19 de outubro de 2014

Rio

RIO — Conforme o dia 26 de outubro se aproxima, cada debate entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) apresenta aumento no tom dos ataques. E, nas redes sociais, esse clima reverbera, reproduzindo o acirramento dos ânimos entre os eleitores também. Na web, as discussões extrapolam o campo dos debates entre os adversários políticos e ganham como protagonistas amigos e familiares, que entram em conflito por conta de suas escolhas.
Assistente financeiro, João Renato Gomes excluiu quatro conhecidos de seu perfil no Facebook. Eleitor de Aécio, ele conta que conteúdos não confiáveis compartilhados por essas quatro pessoas geravam debates pouco construtivos. Com isso, Gomes achou melhor desfazer a amizade virtual.
— São blogs que difundem notícias falsas ou artigos em que são omitidos detalhes importantes. Em outros casos, a exclusão aconteceu por comentários hostis. Eu me via tentando convencer alguém que, na verdade, não estava disposto a mudar de ideia — explica João Renato.
O clima de hostilidade também levou o jornalista William De Lucca a romper relações com contatos virtuais. Cerca de dez pessoas já não figuram mais em sua lista de contatos na rede.
— Eu respeito todos os posicionamentos políticos. O problema é quando a pessoa passa a usar de discriminação para embasar seu voto — defende William, que vai votar em Dilma.
UMA TUCANA, OUTRA PETISTA, ADVOGADAS PRESERVAM AMIZADE
Enquanto eleitores se dividem nas redes, especialistas buscam explicações para esse fenômeno. O psicólogo Pedro Del Picchia, que fez mestrado em Comunicação com tese sobre redes sociais, entende que este comportamento aguerrido é, de certo modo, próprio das redes sociais:

A poliica

A Polícia Civil divulgou um vídeo no qual o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, apontado como o autor de 39 mortes, em Goiânia, indica o local em que enterrou o corpo de sua primeira vítima, o estudante Diego Martins Mendes, 16, que desapareceu em novembro de 2011 (assista ao lado). Segundo o delegado responsável pelo caso, Douglas Pedrosa, o suspeito abordou o menor em um terminal de ônibus da capital e o levou até um terreno baldio no Setor Negrão de Lima, onde cometeu o homicídio.
“Tiago disse que abordou o menor no Terminal Praça da Bíblia, no Setor Leste Universitário, com o pretexto de que os dois iriam manter relações sexuais. No entanto, ao chegar ao local do crime, ele foi tomado 'pela raiva' e acabou matando o garoto. Mas, na verdade, não tenho dúvidas de que a intenção dele desde o início já era o assassinato”, afirmou o delegado ao G1.